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16 de janeiro de 2013

Escrevo aqui há um tempo, já pensei em mudar título, apagar textos, corrigir outros e até em deletá-lo por completo, por mudar o modo como penso em muitas coisas, mas decidi apenas continuá-lo, afinal como aprendiz e alguém de funcionamento muito peculiar, dou-me à mudanças, me reinvento!

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O Estranho

Converso muito pelas salas uol, nos mais variados temas, das sadomasoquistas às religiosas, sempre respeitando minha coleira entro como {liana}_M.ARFAERN, sim, sou {liana} do dono, a que posta fotos BDSM e fala com interessados sobre D/s, Sadomasoquismo e práticas, tudo com a finalidade de desmistificar o tema, na realidade isso não é interessante para mim, já que gosto da áurea misteriosa que o BDSM tem por natureza, mas pra mim, que me entendo e me encontrei nesse universo. Como foi difícil pra mim e é para todos, o que puder fazer para melhor expor os sentimentos que movem um praticante, sob meu ponto de vista, minhas experiências e opiniões formadas ao longo dessa infinita descoberta interna, deixo claro sempre, que falo por mim e não pela generalidade, farei.



Encontro as mais variadas pessoas: praticantes sérios outros nem tanto, afins, curiosos e infelizmente os ignorantes também. Uma outra variedade que eu chamaria de "os que ainda se descobrem no BDSM" é a minha preferida, já que muitos dos que já estão no meio não estão tão abertos a troca de informações e experiências - também associo aqui a confusão que sempre dá quando uma sub encoleirada se relaciona com um outro dominador, isso ainda quando há troca de conversas, um fato lamentável e compreendido -, os não tão sérios não fazem meu tipo e por isso eu nem faço questão de levar muita conversa; os afins e curiosos quando educados também não suprem minha necessidade de falar disso, de forma séria e profunda, sem superficialidades, usando da criticidade e através de discussão compreender melhor isso que nos acompanha, a fantasia.


Ineditamente tive a oportunidade e a honra eu diria de encontrar com um dominador sádico nato, nos seus 34 anos de vida e a anos, segundo ele, com todas suas fantasias contidas no seu íntimo, medo, vergonha, falta de informação, de saber que como ele há uma porção de gente, e que o que ele sonha não é nem nunca será anormal, apesar de não se encaixar em nenhum parâmetro político social e religioso aceitável (dane-se os conceitos que nos pregam como morais) moral é se respeitar, porque quando isso acontece o respeito mútuo acontece.


Nossa conversa começou de forma sutil em meio de tantos outros nicks que me chamavam, elogiavam e queriam conversar, sem citar os sem noção de sempre, eu postava fotos libidinosas numa sala qualquer de imagens heterossexuais, é o estilo que me agrada. Sutilmente
minha atenção se voltou a esse nick, que iniciou dizendo que me observava há dias pelas salas, minhas postagens e linha de raciocínio, sim, minhas conversas são abertas para que todos participem, aquilo me deixou meio zonza, como assim me observa? há dias? quantos?! A princípio, mesmo notando certas diferenças na forma com que me falava, eu ainda o duvidava, pois estou acostumada a muitos curiosos apenas, confesso que o desprezei e continuei minha postagem ainda lhe falando, foi então que me disse ter interesse no BDSM, já ter lido algo sobre etc., no fundo eu ri, como assim interesse em BDSM? lhe perguntei, dizendo que ou se é ou não BDSM, com o intuito de lhe por em confronto logo e eu não perder meu tempo com mais um curioso, mas me surpreendeu quando me voltou uma resposta que me confrontou. Nesse momento ainda não havia tido pedido de reservado como de praxe, nem msn, nem nada que nos reservasse, a ação foi involuntária e só depois de um tempo pelo cansaço da posição que me encontrava digitando a conversa é que percebi que havia bloqueado toda a sala, só ele ficou, foi quando lhe comentei tal fato, num impulso logo me respondeu em tom satisfeito que eu era só dele enfim.


No exato instante lhe expliquei sobre certos termos que denotam posse, uma questão que me incomodara e incomodaria qualquer outra submissa que respeitasse seu dono, sua compreensão estava sendo tão rápida que tive uma leve impressão de realmente estar a falar com um dominador que por algum motivo me testava e à minha fidelidade, perguntei então uma única vez se era realmente quem dizia ser, de forma lógica me respondeu que sim, a essa altura minha atenção estava totalmente compenetrada no desenvolvimento da conversa, de início demonstrou muita insegurança em  falar mencionar suas fantasias, minhas perguntas eram claras e diretas quanto ao fato do interesse dele pelo BDSM, a confiança foi trocada, lhe deixei claro que não falaria muito de mim, mas então iniciei o processo e me abri de forma parcial, para que visse que o que acontecia com ele quanto ao desconforto, a estranheza, o receio também havia acontecido comigo. Notei que consegui com que ele se soltasse, com certa dificuldade ele sempre me perguntava se achava normal alguém desejar tal pessoa assim ou assado, e fui lhe explicando que o que determina se é ou não aceitável é o próprio casal, os próprios limites dos envolvidos, e suas cenas começaram na minha tela, muito bem descritas... numa destreza e num calculismo, eu diria perfeição ao meu ponto de vista.


Me perguntou se era normal desejar uma mulher no tronco, amarrada pelos punhos com os braços esticados a cima da cabeça (em suas palavras isso), e se bater na cara, nos seios, nos braços, na bunda e nas pernas e sentir tesão com isso não era coisa de louco, quando lhe respondi que tudo isso e mais era feito dentro da sanidade, segurança e consensualidade
 do BDSM ele me voltou outra pergunta como quem completasse a fantasia: "e sangue? fui longe neah?" e ainda disse que eu não imaginava as coisas que lhe passavam na cabeça.


Parei, pensei e lhe perguntei o que não deixava por o que sentia pra fora, e procurar alguém como ele, que sentisse tanto ou mais tesão por tais práticas, me respondeu simplesmente que tinha medo de não parar mais de fazer essas coisas, lhe questionei a respeito de família, companheira e filhos, algo que o poderia prender, nada, não tinha ninguém e era de costume estar mais sozinho, também nunca havia feito nada do gênero com mulher nenhuma, se sentiu frustrado e me questionou onde, onde a encontraria? na esquina? havia falado disso duas vezes, a segunda falava comigo, então num frênesi continuou suas cenas, em belas e raras palavras, de tal forma que tocou-me os instintos, ele falava da puta cadela que o serviria como ele bem entendesse, hora de joelhos diante dele, segura pelos cabelos o chuparia como cadela rebelde domada, e ainda pelos cabelos o serviria de 4 como cadela no cio em seu instinto de fêmea, ele queria o olhar de uma puta submissa, e enquanto a usasse como cadela apertaria seus seios até que gemesse na dor e bateria em sua cara até que visse um filete de sangue no canto dos lábios... quando me dei estava excitada e me senti húmida de desejo, aquele estranho que se negava, e negava sua essência mandei que parasse naquele instante, então se voltou a mim, dizia que sentia um medo em mim que não sabia explicar... que eu era perigosa e impetuosa na maneira de falar... que de alguma forma eu lhe aguçava o desejo, pois durante toda descrição me perguntava sobre o que e como me relacionava, de práticas que me satisfaziam, combinei que falaria de uma, então falei da cena de estupro e sexo forçado sem chance de defesa, de maneira incrível o estranho explorou a cena, quanto o local, o aspecto, meus anseios e receios sobre a possível realização dessa cena, enfim, um dominador me falando, sem as travas do praticante que não falaria a mim como me falou certos instantes...


Começou imaginar-me, quando concordamos na cena de sexo grupal... ele parou tudo e disse: "melhor não, deixa isso pra lá porque não vai dar certo, tenho medo disso tudo" continuei o ignorando, lhe perguntei do seu sentimento pós tudo o que me falou fantasiar... "carinho e afeto" foi sua resposta, depois de tudo iria querer cuidar e tomar conta, iria ver a recuperação das energias da mulher que o satisfez... insisti para que pensasse no quanto se anulava ignorando sua essência, meu peito apertou, como se visse um digno dominador virando as costas pra sua essência... ele melhorava e calculava suas cenas toda vez que se trancava na fantasia, imaginava sentir o medo, ouvir os gemidos quase que impedidos pela mordaça, assistir ela ofegante e entregue (suas palavras)... a conversa estendeu-se até as 5h da manhã, o adeus começou a ser dado desde as 4h, eu não sairia antes dele, passei a conversa quase que por momentos utilizando-me de termos como SR... submissa, cadela, dono, obediência eram palavras que o faziam se identificar, quando me referia ao dono, mostrando meu respeito e minha entrega, disse-me gostar de tudo aquilo, da forma com que eram ditas... era tarde já, a conversa havia durado horas muitos detalhes e fatos que não saíram aqui, apesar de ter agido com ímpeto em certos detalhes se despedia como se não fossemos nos falar mais, e disse que seria muito difícil nossa comunicação já que eu tinha dono, não queria causar desconforto a ninguém, disso não havia falado a ele, saiu da sua índole, me deixando ainda mais de instinto eriçado.


Minha rebeldia o reconheceu e me permitiu que me excitasse com aquele estranho, que nunca vi, nem fazia ideia de como era, mas sabia, inegavelmente do seu Domínio de alma... Rodolfo, de Curitiba, 34 anos... não sei de mais nada desse estranho que a qualquer hora pode me achar na coleira do dono pelas salas uol(...)

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