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16 de janeiro de 2013

Escrevo aqui há um tempo, já pensei em mudar título, apagar textos, corrigir outros e até em deletá-lo por completo, por mudar o modo como penso em muitas coisas, mas decidi apenas continuá-lo, afinal como aprendiz e alguém de funcionamento muito peculiar, dou-me à mudanças, me reinvento!

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O início...



Esse é o primeiro conto dos diversos outros que vim escrevendo logo depois do meu primeiro encontro real sadomasoquista, como submissa. Foi publicado em 22 de janeiro de 2011 em um site de um Dominador de SP, onde até hoje está. Para que meus leitores tenham a oportunidade de ler alguns dos meus contos reais sem que eu encaminhe-os para esse site, trouxe aqui meus contos BDSM reais... Boa leitura!

Data da primeira publicação: 22/01/2011

Bem nova, antes mesmo do desabrochar da feminilidade de mulher, sonhos e fantasias inexplicáveis me tomavam, um gosto por coisas incomuns a idade,  passiva aos instintos da servidão, apesar da postura contrária à essência, que exalava na pele. Longe de entender tudo o q se passava, pensava em momentos solitários se um dia tudo aquilo que me satisfazia na ideia, no abstrato, pudesse se tornar real.


Diante das demais garotas, das demais mulheres, tentava negar minha essência, e fingia me interter com assuntos nada atraentes pra mim, tentava me encaixar em um mundo a que eu não pertencia, por não entender o que havia nascido comigo, por pensar estar sozinha diante de tudo isso que mexia com o meu ser. Fui incompleta por anos, tentando entender o que me satisfaria como pessoa nesse mundo, assim até meus 19 anos de idade, quando me deparei com o mundo que me identificava, que me acolhia, passei a pensar diferente sobre vários aspectos da vida, olhar mais cautelosa para as adversidades, a começar entender quem eu era, o que vim fazer nessa vida, e a aceitar o que me foi conferido.

Inteirei-me das práticas, levei noites pesquisando meu lado obscuro, mesmo que em lápsos de negação, queria por em prática o que sem explicação lógica eu sabia que me realizaria, foi nesse instante da vida que conheci A PESSOA que me iniciaria, que me faria completa. Sem entender o que acontecia no início, foi como se algo me atraísse como um ímã atrai um metal, inconsciente da entrega que acontecia já nas primeiras conversas, na confiança que senti sem menor esforço para assumir essa entrega, para falar de mim, meus medos, desejos, fantasias.... a me abrir como nunca antes havia feito, a me descobrir de fato.

Vi nisso, a possibilidade de ser feliz, servindo e deixando QUEM – com medo queria amar – feliz também; me senti a vontade oferecendo minha submissão, e negociá-la foi como o juramento matrimonial. Senti carinho, compreensão, confiança, segurança, tudo o que me era necessário, para com um frio na barriga – por querer agradar – marcar um encontro real.

Não sabia bem ao certo como deveria me comportar, mas queria aprender sem dúvida como fazer, entregar-me aos gostos de ALGUÉM, poder fechar os olhos e ser guiada em total confiança do meu ser. Sair de casa aos 19 anos de idade era mais um dos desafios para que minha felicidade se tornasse real. Sem dúvidas e sem medo enfrentei  com a destreza das palavras, todos que ameaçavam isso, briguei com as pessoas até entao mais importantes pra mim, meus pais... e então? será que seria aceita? Era a dúvida que me tomava, me tirava o sono.


O PRIMEIRO ENCONTRO

O momento havia chego, enfim estava para servir com entrega de alma, sem pensar num gosto particular, o que me valia era sucumbir meu ser aos SEUS gostos. Foi o momento então que senti pela primeira vez o domínio na pele... me foi dada uma ordem aos cochichos no ouvido, ouvi atenta, mas pude sentir de leve SEU cheiro, sentir sua voz que me dominava já de início, instantes depois, enquanto O ouvia punhar seus chicotes, os lançando contra o ar como se fossem acertar algo, eu me despia, segura do ato, anciosa pelo que me aguardava, e de banho tomado me lancei sutilmente no quarto em que ELE estava, lembro das suas vestes, a esporte fino, o cheiro limpo do quarto, as luzes ainda claras demais, observava minha aproximação, foi então que levemente se aproximou de mim, nua, sem saber o que aconteceria, ELE trouxe as algemas a vista, me tocou o pulso, um a um foi preso pelas costas, em tom manso, mas de posse ao que lhe pertencia, e então a ordem de me ajoelhar diante dELE frente ao espelho...

Senti o coração tenso, pude ouvir as batidas q pareciam pedir contagem, foi quando me foi vendado os olhos.... só escuridão.... vulnerável... assim eu estava, meus demais sentidos foram redobrados, compensando-me o que eu já não tinha mais, fiquei por um tempo ali ajoelhada, algemada, olhos vendados, a ansiedade começou a dar os primeios sinais, sentia os joelhos no chao frio, foi quando O senti me trazer para SI, ELE se encontrava de pé, senti então seu cheiro despido de qualquer tecido, e então antes que pudesse proferir algo, fui calada com seu sexo, que adentrava subtilmente a boca... senti seu gosto.... antes que pudesse me acostumar com a posição, fui levantada com jeito pelo braço. De pé, as algemas liberaram um dos pulsos, que logo foi preso pela frente, e me veio a ordem de me por de quatro sobre a cama, sem demora, e de forma sutil, me encontrava a mercê dos SEUS castigos, então senti um tapa boca sendo ajustado em mim, e de olhos vendados O ouvia punhar seus chicotes que um a um foram levemente encostados e descidos corpo abaixo, até as nádegas despidas, logo pude contorcer a algumas açoitadas, foi uma maravilha... minhas primeiras sensações masoquistas em D/s, meu corpo contría, um leve arrepio na pele, me sentindo totalmente indefesa, uma sensação inédita e marcante. O ouvi contando as vezes que os chicotes encontravam a carne despida, e então alguns tapas espalmados, de ouvir os estalos eu me excitava, de ouvir o contar dos castigos que encontravam o meu corpo me lubrificava, uma sensação tão intensa, jamais havia sentido. Veio um bem estar geral quando os castigos foram cessados.

Subitamente o senti se aproximar, e então sua língua tocou meu sexo, um carinho rápido e intenso, foi quando ME tirou a venda, ainda aturdida pela escuridão e pela dor dos castigos, pude notar a baixa luminosidade inebriante do quarto, foi aí que senti o calor de SUA pele me tocando os quadris e me possuindo como mulher, um momento sublime, fui tomada com força, incessantemente.... senti SEU desejo... SUA posse sobre meu ser... isso me alimentava o prazer, pude O ouvir em pleno tesão que SENTIA como HOMEM, eu tentava gemer sem conseguir, o prazer era imenso, momentos que jamais esquecerei. Senti SEU corpo se dobrar sobre o meu, e me penetrava enquanto me trazia para SI, com firmeza, a imensidão do prazer, da entrega, me isolou do mundo exterior, desliguei-me por completo do que estava além de SUA PESSOA, fui tocada na alma enfim... logo senti sendo tomada por uma região nunca antes tocada, uma posse lenta, com carinho e cuidado, fui calmamente preenchida pelo SEU sexo, que logo passou de
movmentos suaves a frenéticos e intensos, e então sim, eu era inteiramente SUA , por momentos eu gritei de dor, mas a voz era impedida, aquilo me era surreal.... tão intenso... que pela lógica não se explica.

Quando tudo cessou minha boca foi destampada, me sentia esgotada fisicamente, mas um prazer pleno, uma lacuna da vida preenchida, fui solta, mas querendo estar ali pra sempre, sob seu domínio, presa as algemas da submissão, sem me recordar do depois com tantos detalhes, sinto tudo o que senti no momento enquanto escrevo, e revivo o prazer desse encontro dia-a-dia, isso me mantém, e de pensar as vezes o canto dos olhos lacrimejam de paixão, e um medo latente me toma... eu O AMO.

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