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16 de janeiro de 2013

Escrevo aqui há um tempo, já pensei em mudar título, apagar textos, corrigir outros e até em deletá-lo por completo, por mudar o modo como penso em muitas coisas, mas decidi apenas continuá-lo, afinal como aprendiz e alguém de funcionamento muito peculiar, dou-me à mudanças, me reinvento!

SE HOUVER ALGUM TEXTO OU IMAGEM UTILIZADO NESSE ESPAÇO QUE SEJA SEU E VOCÊ NÃO ESTEJA DE ACORDO COM A EXPOSIÇÃO, ENTRE EM CONTATO: justine-ss21@hotmail.com

A Irmã de Coleira

Certa de que não há fórmulas para as relações interpessoais, sempre escrevo da forma como vejo, considero e creio nas coisas, não há como falar de modo que não seja somente por mim, sob meu modo de sentir a relação, não estou e nem pretendo "ensinar" ninguém, até porque não me acho reta em meus prazeres, e isso dá um nó gigante nas cabeças alheias.

Escrevo a qualquer hora, é uma coisa meio de louco, as vezes em horas pouco prováveis, interrompendo-me, seja qual for outra coisa que esteja no curso do pensamento. E eis que lhe pergunto, como pensa a respeito de um assunto pertinente a muitas relações D/s, A Irmã de Coleira?

A fantasia de SER/ESTAR presa

Por correntes e cadeados de preferência!

Sou boa em desatar nós, caso minhas mãos consigam alcançá-los, e não polpo esforço, quero assegurar-me de que estou em desvantagem total na situação, então se optar por me amarrar, seja bom com cordas, ou não fique bravo quando me soltar num momento mais inoportuno, ou podemos aprimorar as técnicas de shibari.

É magnifica a sensação de estar presa, atada, de modo justo sem folga boba. É já no processo de estar sendo presa que começa meu tesão, então faça-o majestosamente, com calma, de modo ritualístico, isso me alucina!

(Não vou ficar repetindo nada referente à segurança, pois parto da premissa de que escrevo para pessoas maturas, que estão certas de si nesse universo BDSM, SSC é básico para todos)

Pulsos, tornozelos, braços, pernas, dedos, pescoço (coleira e guia fixadas)... todo o corpo! Ele irá agradecer!

Me prenda em qualquer hora, em qualquer lugar, mas não de qualquer jeito! Afinal a intenção não é causar nada além de prazer em ambos. Na sala ao ver TV, no quarto ao ir dormir, ou para finalidades de distração e diversão, na cozinha à beira da mesa (ou ao chão mesmo, vou adorar! Como toooda cadelinha que se preze ama!), no banheiro, no quintal, na festa, entre amigos (do meio, óbvio!)...

Criatividade não me falta, abuse o quanto pode disso, adoro ser surpreendida, estar sob situações não esperadas por mim!

Cabe aqui também, o prazer de ser trancada, fechada, enjaulada. Nunca em/por locais muito pequenos, de pouca ventilação e totalmente escuros, cadela claustrofóbica, fazer esse medo vir à tona não vai ser legal.

Muito tesão sinto quando me imagino sendo trancada como uma escrava, presa como um animalzinho de estimação e guardada como um brinquedinho do Dono, devidamente amordaçada e presa!

Dê asas à sua imaginação e não tenha receio de tentar! Eu agradeço!

A privação de sentidos

Máscaras, mordaças (incluo as gags o-rings), "patinhas" (para dogwoman, poneygirl e outras do gênero), um tapa-ouvidos, asfixia (exceto a feita por submersão, a qual me causaria um pânico tão grande que "a cena" correria risco de ser interrompida por uma 'chave de segurança').

Quanto mais restritiva for a máscara, mais linda e sensual eu vou considerá-la! E mais tesão dará em usá-la, tanto em casa quanto em algum evento social no meio. Me deixe assim, uma parte do dia (ou o dia todo! quem sabe!) risos, brincadeiras a parte, habitua-me a qualquer que seja o acessório de uso prolongado, nunca me abandone no curso disso, ou poderia causar minha retração quanto à isso.

Mordaças! Todas! Cores, tamanhos e tipos! (lembre-se de medir o tamanho da minha boquinha para o tamanho do acessório em questão, um "mau jeito mandibular" vai ser doloroso e pode ser perigoso, bem como vai ser muito incômodo rachaduras, fissuras ou beliscões causados ao redor dos lábios). É um acessório muitíssimo poderoso! Tem um efeito além de físico, é muito psicoemocional, tipo: "o jogo começou" para mim. Me cale sempre que necessário, mas me cale quando não tiver necessidade também, eu vou amar não entender porque estaria recebendo algo assim de modo inesperado, só pelo gosto do Dono, põe e deixa.

-> OBS.: O-D-E-I-O babar! não, no fundo eu adoro, é muito humilhante pra mim, aí um detalhe importante, saiba como usar disso. Odeio, odeio, odeio babar em mim mesma! Quase morro de vergonha disso, é muuito humilhante! E particularmente, considero as gags o-rings muito instáveis, machucam mais e me deixam mais sem "poder de ação" ao tentar deixar a boca o mais aberta possível (cuidado com o tempo, afinal pedir de um modo ou de outro por dor para serem tiradas deve dar uma inibida na cena, de modo geral, apesar de gostar de ter que pedir uma coisa um monte de vezes ao Dono)

Patinhas! Sensação maravilhosa não ter tato, me ver como um animalzinho, tendo que ter a garrafa de água segurada, os cabelos ajeitados, quase tudo que depende do tato tendo que ser feito pelo Dono.

Não ouvir, não saber de onde vem, como, quando, seja lá o que for, o próprio Dono ou algo deferido por Ele deve ser sensacional!

Asfixia. Demanda maior sintonia entre o casal, de cara prefiro as "menos invasivas", como um segurar firme na garganta ou tapar forte a região do nariz e boca, deve ser trabalhado, mas de princípio: também faz parte do meu prazer.

Tudo

Tudo o que precisamos, periodicamente, é de uma limpeza mental. Se livrar daqueles pensamentos que aderem, grudam, sujam, poluem seu raciocínio. O ser humano foi feito para lembrar, para reviver da forma mais intensa suas memórias, sentindo, quando invocadas, para aprender com elas, para absorver todos os aspectos daquele momento que, não adianta sonhar, não volta mais. Mas também foi feito para filtrar; o tipo de pensamento leviano, a imaginação fértil e irracional, as suposições frágeis...que confundem as decisões, que enevoam a observação, que transformam uma conversa numa "caça às entrelinhas". Aqueles pensamentos que te tornam receoso, rancoroso, compulsivo, fraco...coisas que fez e que não podem ser desfeitas, pessoas que não deveria ter conhecido, bebidas que deveria ter evitado, pensamentos que sugam sua energia, seu tempo e seu humor, sem uma utilidade prática. Limpe sua mente, concentre-se no que realmente interessa, no que lhe compete, nas coisas que podem ser mudadas pelas suas mãos. Atitudes, relacionamentos, futuro. Livre-se dos pequenos pensamentos que te sobrecarregam, que te desviam do verdadeiro foco. Oque você quer. O que você pode. Uma mente limpa de distrações é um convite ao bom senso. E o bom senso é terreno fértil para metas maiores, amizades melhores, e uma visão mais clara e promissora de futuro.

Texto do Sr Kashier em FetLife: "Tudo"

Mediando

Se converso contigo sobre qual fantasia for, não estou compartilhando-Me, bem como não estou me abrindo (coisa que só faço sob muita confiança), tampouco confiando-Me a ti, pois isso já fiz ao Dono, apenas estamos como duas pessoas maturas trocando conhecimentos. Mesmo que as sensações nos enganem quanto ao fato da atração e da identificação entre ambos, sejamos suficientemente capazes de cobrarmos a razão quanto a esse mero detalhe.

Eu não medio nada, não penso que seja papel meu lhe colocar bonitinho e pintadinho no meio da minha relação com o Dono, S-E V-I-R-A! Saiba SER Dominador, e trate do assunto que for diretamente com Ele, Dono de mim, pois vou até o ponto em que troco contatos, o que não o impede e até o coloca numa posição mais admirável como Top, de abordar diretamente o Dono.

Não fique na comodidade de esperar que Dono e eu façamos TUDO, adentre-se, participe desse processo de contato, reconhecimento e identificação com o casal, e ponha em prática todas as habilidades que se tem posse nesse momento, é crucial uma boa interação.

Confiar está difícil, é processo demorado e demanda muito trabalho e tempo, se tem preguiça ou quer algo em 24 horas, desejo-lhe boa sorte, longe da gente! Não é papel de quem de fato está a fim de algo (ver, presenciar, participar), querer as coisas para hoje.

Qualquer Jogo nesse universo é para Gente Grande!

A fantasia de SER exibida

COADJUVANTE NÃO É DONO!

- (...) "está ansiosa em querer ser exibida para mim"?

- Para o Sr? EU?

- Não, não estou não*.

A Exibição é uma fantasia minha, pode ser ela realizada com um amigo em específico, com alguns amigos, bem como publicamente (para/com/entre pessoas que compreenderão o que estará acontecendo - longe de olhares leigos), afinal não tenho paciência para explicar o prazer nisso, bem como não tenho "saco" para tolerar piadinhas e comentários paralelos e desviados da ideia central, SER exibida.

*O prazer não estará no fato de alguém estar me vendo, e sim no ato de estar sendo exibida pelo Dono. Minha atenção será sempre Dele, e a fantasia só funcionará se isso vier Dele. Ter essa fantasia faria com que eu oferecesse pouca resistência diante dos desafios dela, e não que ela necessariamente deva acontecer  na relação, (aqui fica clara a necessidade do julgo do Dono, caso não seja a Exibição algo que participe das vontades dele), já que o Crescimento da submissa depende de modo unilateral do Top, à medida em que Este proporciona novas experiências à submissa alargando os limites da própria.

Quanto ao que Exibir

Não me importo com o que seria mostrado, mas que fique claro que a SINTONIA entre ambos deve estar fina. É como querer mostrar um cão mal treinado ou ainda em curso, confuso ou pouco correspondente à situação exibida, vai dar errado!

Meros expectadores!

Quem assiste não participa, nem direta nem indiretamente! Amenos que, salvo sob condições do Dono, para alguma fantasia em específico bem como complementação da que está em questão, do contrário à ninguém "atenderia", bem como a nenhum desejo particular que não fossem os do Dono.

Ao(s) participante (s), de modo geral

MATURIDADE! de sobra de preferência, (não exatamente num sentido temporal) mas no âmbito da capacidade de compreensão. Não me agradam pessoas infantis,  bem como as de perspectivas limitadas e horizonte tapado. Engraçadinhos nem pensar! Gente de carona também não (...) fica claro que reservo-me aos praticantes já decididos de si; pessoas confusas que ainda se procuram no meio bem como as que têm necessidade de se auto-afirmarem estão fora (mesmo porque acredito na habilidade de quem escolhi para entregar-me, em "julgar" as aptidões que se fazem necessárias para algo dessa natureza)

Isso serve para a fantasia da Exibição, bem como para a do Empréstimo (já sintetizada noutra ocasião nesse blog, em Empréstimo de escravas).

"Dominador posso "ter" alguns, se isso couber a alguma fantasia específica do Dono, mas DONO é só um!"

Me chame para o que vale, se não, foda-se você também!

(...) comunidade...

Que comunidade? Para que tanta preocupação com "o todo"?
Que mania essa de dizer: "comunidade feliz", "comunidade unida"?
Como se esperasse algo muito além do que é.
Não somos em meia dúzia, somos muitos!
Não existe unanimidade perfeita,
Enquanto você se estressa com o todo
Muitos outros se dedicam a ir contra tudo o que você gasta tempo pregando.
As pessoas são assim, cuidam demais da vida alheia enquanto as suas se desbarrancam
Longe de fatalismo, mas cada vez mais vejo que

sou eu PARA o Dono e Este POR mim.

Comunidade! Como se fossemos a cereja do bolo, somos apenas mais um monte! Um monte de gente que ousa (ou que tenta), que é diferente (porque somos), que rompe barreiras e quebra paradigmas (porque isso nós adoramos fazer e o fazemos!), que nos testamos (porque necessitamos) mas que amamos ser isso tudo (porque está no sangue).

Só isso que somos, nada mais nem menos, e nem pelo fato de transgredirmos o que a sociedade nos impõe nos fazemos melhor do que os que por seus próprios motivos não o fazem, ou se quer conseguem enxergar coisas além de suas realidades caóticas.

Parem, centrem-se. Procure a si mesmo e não o outro, "cuide de si" e respeite o outro, dá um tempo, dá sossego, tenha paz, relaxe, desfrute, ouse mais, goze e seja feliz, dane-se o que roda lá fora! Melhorem-se!

E só me chame pra falar do que vale, porque se for pra apontar o outro, que foda-se você também!
Mal sei de mim!

À sintético

Encontrei num site dois textos que são congruentes com o modo como penso em dois dos muitos assuntos abordados no universo BDSM: Empréstimo de escrava e Exclusividade.


Exclusividade <<clique

E lá me interessa o que pensam de mim?!

Passeando pelo Fet Life me deparei com um fórum de discussão um tanto interessante a cerca da trilogia "50 tons de liberdade, 50 tons mais escuros e 50 tons de cinza da autora E.L. James"; li opiniões e opiniões sobre como a autora aborda o assunto BDSM, ainda não tive a oportunidade de lê-los, e nem me sinto atraída, talvez venha ler no intuito de ter por mim opiniões sobre o modo como o assunto é abordado, mas isso nem é tão lá interessante pra mim.

É nítida a repudia, a indignação e o quanto algumas pessoas do meio se sentiram "insultadas" com os tais livros. Das opiniões lidas com uma concordei sem objeções: o nível em que a história se apresenta, sem dúvida não é para o nível que muitos de nós, praticantes reais e sérios no meio nos encontramos, não que eu considere-nos "superiores", mas diante de um cenário em que tais livros estão sendo inferiorizadores da imensidão que é o BDSM, está claro então que foram escritos por e para pessoas que se quer imaginam que exista um universo tão amplo, completo e complexo quanto o do BDSM.

Não sei  baseado em que a autora escreve sobre o tema, se é que posso dizer que ela aborda O TEMA em si, e não apenas se valha de certas práticas sadomasoquistas na história de um casal... um tanto ousado! Sadomasoquista que se preze e que se põe aberto a conhecimentos dos mais diversos no meio, sabe que não é assim como pintam, "aprenda a ser uma submissa perfeita" em 10 páginas de um livro qualquer, "aprenda sobre a arte da dominação" e por aí vão os "intensivos" oferecidos, risos.

Sabe, não sei pelo que "lutam", por que tanto brigam e usam do tempo debatendo coisas sobre como os baunilhas nos vêem, como será que irão nos encarar, e o escambau! Mas o tempo de cada um cada um gasta como melhor entende. Pra mim sinceramente não me comovem, nem os pseudo entendedores no assunto e nem os intensivos por aí produzidos, bem como o que pensarão de mim e do que gosto e faço da minha vida afetiva-sexual.

Em tudo isso encontrei uma referencia nacional no assunto, com exemplares vendidos no exterior, a obra  relata a história entre uma escrava e seu Mestre, Submissão Concedida. Bem como também encontrei um site bem interessante, do Mestre Jot@SM, vale a pena dar uma espiada.

Enfim, sinto até um certo sono e preguiça de continuar o assunto, risos! Devo estar centrada em mim, nas minhas descobertas, no conhecimento que venho adquirindo nessa minha caminhada, o bastante para fazerem de mim, indiferente com o modo como pensam que a coisa funciona, e muito raramente me ponho em discussões dessa natureza (salvo os realmente interessados, humildes e sábios o bastante para terem em mente que o negócio é mais em baixo, e que procuram-se num meio que eu participo), sinto preguiça em discutir sobre como o "chicote acerta a pele".

Para finalizar, encontrei um vídeo muito engraçado, satirizando um trecho de um dos livros da trilogia dos 50! "Marcelinho lendo trecho de 50 tons de cinza"