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16 de janeiro de 2013

Escrevo aqui há um tempo, já pensei em mudar título, apagar textos, corrigir outros e até em deletá-lo por completo, por mudar o modo como penso em muitas coisas, mas decidi apenas continuá-lo, afinal como aprendiz e alguém de funcionamento muito peculiar, dou-me à mudanças, me reinvento!

SE HOUVER ALGUM TEXTO OU IMAGEM UTILIZADO NESSE ESPAÇO QUE SEJA SEU E VOCÊ NÃO ESTEJA DE ACORDO COM A EXPOSIÇÃO, ENTRE EM CONTATO: justine-ss21@hotmail.com

Exponencie-a

De: ...
Para: quem entende
porque pra quem não manja acha mesmo que não é pra si.

Aos Pseudos Donos!
(que mal são donos de si, quem dirá de alguém tão forte quanto uma submissa)

...

Liberte-a, faça-a livre dessas alegorias, não a tome pra si de modo a apoderar-se dela, não se deve tomar uma vida, ninguém tem esse direito, assuma-a e todas as suas necessidades de menina, oriente-a a ser o seu melhor, tenha dela o que de mais astuto ela guarda em si, proporcione tudo aquilo que é necessário para evolução de um ser que pode crescer magnificamente, não a deixe definhar, não a faça estacionar no processo. Ela precisa de você, vê em você seu orientador, e só por isso lhe confia a alma, por isso se instrua, busque conhecer como se dão as fragilidades desse jogo de poder, para que NÃO erre ou isso pode custar-te bem mais que um simples insucesso egoísta, pode custar a vitalidade de uma alma que lhe foi cativa, porque é esse o cenário.

A menina não é sua, saia da fantasia, seja consistente nas ações e dê um sentido para as coisas que lhe são solicitadas, além daquele do prazer perverso presente em seu ego. Não precisa fazer dela sua marionete, dê-lhe a liberdade levando-a ao crescimento, faça-a sair da tutela, não tem coisa mais bela que assistir um momento desses. Se ela ficar que fique como Sua Mulher e apenas por te amar como homem, e não por dependência e necessidade, aquela do tutelado, que por muitas vezes se acomoda - ou não consegue crescer - e não mais se assume diante de si próprio, diante dos outros, vive a vida de modo minúsculo e delimitado, característicos daquela que já se perdeu aprisionada, porque essa só aceita, mal se questiona; é covarde usar da obediência da submissa e de sua consideração pela coleira.

Não misture as fases, não a escolha por ESTAR pequena e frágil (mesmo que na realidade ela seja uma das maiores coisas que existam, ela antes disso é uma semente que  precisa de cuidados para crescer bonita), então primeiro a permita ser tão ou maior que você, porque é isso que quem ama de verdade faz, cuida para que cresça e supere-se e às expectativas, só então a tome, se assim for de desejo, “brigue” de igual para igual, dê a ela antes de seus artifícios sedutores de macho conquistador, condições para que ela o recuse a altura, como fêmea, que ela dispute de igual para igual, e não como um bebê que necessita da proteção do Dono, porque assim é covardia. Isso é conquistar, vencer o desafio, do contrário não, você só se aproveita de uma situação em que mais do que claramente você é o detentor do poder, porque lá trás ela lhe passou o dela, devolva-o com maestria e vá conquistar a Mulher Livre, não a menina necessitada, carente da proteção “paternal” da figura do Dono (...).

PS.: passeando por aí e me deparando com contos de fada. Tem gente brincando demais, uns fingindo que mandam e outros que obedecem (...)

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